Única produtora integrada de poliestireno (PS) no país, a Innova entrou na disputa pelo nascente mercado de resinas para impressão 3D. Atenta ao potencial de crescimento da demanda, a petroquímica desenvolveu em seu Centro de Tecnologia em Estirênicos (CTE), em Triunfo (RS), uma linha em poliestireno de alto impacto (HIPS) para filamentos usados nas impressoras em três dimensões. “Imprimir em 3D ainda é novidade. As empresas estão
tentando entender qual é o benefício dessa tecnologia, mas esse será um mercado importante no futuro”, diz o diretor comercial e de operações da petroquímica, Claudio Rocha.

Não há estimativa de quanto o segmento pode movimentar no Brasil, justamente por se tratar de mercado ainda incipiente. No mundo, segundo a canadense Emergen Research, o consumo de resinas plásticas para impressão 3D deve se aproximar de US$ 4,5 bilhões em 2027. Na avaliação do executivo, a demanda tende a crescer à medida que o uso das impressoras se dissemine, e seu custo seja reduzido pela escala, e com o avanço da indústria 4.0. Mas a Innova decidiu já se posicionar nesse mercado para estar na vanguarda, explica. “Vamos incentivar o uso da impressão 3D e gerar demanda”. Atualmente, as resinas mais usadas para impressão 3D – polietileno tereftalato glicol (PETG), resina ABS e PLA – são importadas. O poliestireno, por sua vez, é pouco explorado para esse fim. Na outra ponta, há mercados consumidores emergentes, com destaque ao de prototipagem. A principal vantagem do PS-3D nacional, afirma Rocha, está na competitividade. Na melhor hipótese, a resina importada custa entre 35% e 50%.

De acordo com a coordenadora de Pesquisa & Desenvolvimento da Innova, Andreia Ossig, a nova linha foi desenvolvida para tecnologia por fusão e deposição (FDM) e mantém as características da resina, embora a fluidez tenha sido ajustada para permitir a transformação do pellet em filamento. “Chegamos a um grade básico para prototipagem e outro mais fosco, para design de peças”, explica. O PS-3D, que também pode ser utilizado em impressoras domésticas, é produzido na unidade II da Innova em Triunfo e transformado em filamentos por fabricantes especializados nessa etapa. “Nosso posicionamento não é por tonelagem ou faturamento. Queremos ser a melhor opção possível para a impressão 3D”, ressalta Rocha.